terça-feira, 2 de junho de 2009

Palavras com B

BABELA. (c.l.c.)Hábito de rebaixar as pálpebras com o dedo indicador para arregalar os olhos e assustar as crianças.
BABITANA. Q.v. bitana.
BABITONGA. (do guarani) Nome da baía onde originou a cidade de São Francisco do Sul. José Boiteux sugere que este nome tenha se originado de mboi + pitanga: “cobra vermelha”.
BABOSEIRA. Bobagens, ditos sem sentido, asneiras. “Basta entrar em gabinete de vereador que tem mais de um mandato pra ver pendurado nas paredes os diplomas fajutos de congressos, encontros e outras baboseiras. (DIARINHO – Coluna JC – dia 16 de abril de 2009)
BACAROTES. Gamacismo de Bagarote, gíria para a antiga nota de mil réis. Gíria de dinheiro, no oeste catarinense. No litoral catarinense ainda conserva o nome original ‘bagarote’; em outras áreas pode ser criança antes dos sete anos. “Juntar os guepes e os bacarotes e rumar aos ervais.” (Fernando Tokarski - Ervais não florescem flores de ver - Jornal “O Catarina”, Edição especial dos 50 anos, número 6, outubro de 1993 p 14)
BACIO. Var. de bacio, cagadô, vaso sanitário.
BACORINHO. Filhote de porco, buite. “De longe o dono do bacorinho perguntou: - Onde é que o senhor vai com esse porquinho?” (Rádio Peão p116)
Diz-se também dos filhos pequenos.
BACPARI. (c.l.c) Árvore da Mata Atlântica que dá um fruto conhecido como “Baga de Bacpari”. Registramos também: bacupari e baquipari em outras regiões do Estado.
BACUCU. Molusco da família dos Mitilídeos (Modiolusb brasiliensis). Comum nas regiões de manguesais no norte do Estado, nas demais regiões diminui o conhecimento deste molusco, talvez pela pouca existência das camboas. Nestas regiões pode ser conhecido como sururu. Na cidade de Balneário Camboriú é incrivelmente desconhecido entre os nativos do lado norte da cidade, e de razoável conhecimento na região sul, em virtude da incidência de manguesais, na foz do rio.
“O bacucu, sururu, mexilhão, caramujo.” (Roberval Defreitas Op cit p 48)
BACURAU. Gíria. Motorista de táxi empregado na praça, especialmente aquele que só trabalha à noite. Constituindo-se num perfeito socioleto da classe taxista na Região de Camboriú, Itajaí, Itapema. Aurélio registra como indivíduo de hábitos noturnos. Nome de uma ave noturna.
BADAMERDA. (c.l.c.)Indivíduo tanso, burro, pamonha.
BADANA. 1- Pele macia, geralmente de couro de pardo (viado), que se coloca
sobre os pelegos. “A galinha me caga toda a badana.” (Lothieu - Crônicas do
Oeste p 45)
2- Síncope de bardana. Apara-barro, usado em carros, caminhões e
bicicletas, para proteger o pára-lamas de barro. Var. Pára-barro.
BADEJO. 1- (bio). Nome de um peixe.
2- (geo.) Nome de um morro na capital. “Nasci no Morro do Badejo.” (Elaine
& Bebel Op cit p 72)
BAFAFÁ ou BA-FA-FÁ. Falatório, balela. Ex: “Aquele negócio deu o maior bafafá.” (Silveira Júnior no BCCF - 28 p. 30.) Mello afim de escapar do bafafá, saltou por uma janela. (Rádio Peão p 134)
BAFU. (fú). Anêmico, amarelo, pandulho, intanguido, inchado de comer farinha, balofo, bochechudo, gorducho.
BAGA. 1- Feminino de bago.
2- Cachaça.
3- Carrada de lenha para alimentar o fogo dos fornos, nas olarias de Camboriú. Constitui-se num exemplo de socioleto dos oleiros.
BAGALÃO. (c.l.c.)Quilica grande. A maior quilica do jogador. Ele a usa quando deseja arrancar o maior número possível de bolinhas do triângulo. Ao ser atacado, ele pode trocar o bagalão, que é alvo fácil, pela bolinha do isquinho, que é pequenina e difícil de acertar.Var. Bolão, na região serrana. Antônimo: isquinho, pioco, pivica.
BAGIGA. (c.l.c.). (adjt.). Que tem barriga grande, barrigudo.
BAGO. Semente de fruta, qualquer coisa com forma de esfera.
BAGRINHO. Pequeno, frágil, pobre, fraco, coitado, manezinho.” A condenação foi vista pelos movimentos sociais como uma retaliação à atuação do sargento à frente da associação dos praças, como são chamados os policiais bagrinhos” Diarinho de 21 de abril de 2006..
BAGRONILDO. Epíteto do tijuquense. Segundo o historiógrafo Ademar Campos, o tijuquense tem este apelido de bagronildo, porque geralmente tem boca larga e bigodinho emoldurante (tipo José Sarney) para falar bastante, contar causos. Ainda tem o dedo médio em forma de gancho de tanto carregar gaiolas. Papa-bagre. (Ademar Campos - Literatura Tijuquense - vol II p 11)
BAGUAÇU. Paragrama de Biguaçu.
BAGUETE. Dispositivo geralmente feito de madeira que serve para segurar o vidro em substituição às massas de janela.
BAIACU. Nome de um peixe comum no litoral brasileiro.
BAIAGU. Nome que o botânico Saint-Hilaire deu a um tipo de pássaro no litoral de São Francisco do Sul. (August de Saint-Hilaire. Viagem a Curitiba e Santa Catarina p 152)
BAIO. 1- (adjt.). Pêlo de animal meio amarelado em tom creme.
2- (subst.) (l.planalt.) Cigarro de palha.(Doralécio Soares Op cit p 15)
3- (subst.) Cavalo baio.
BAITA. adjtivo comum de gênero: Grande, calhau, lefa, cajebra. Ex.: “Retiramos o baita de de dentro do pneu e depois do cagaço que levou, jurou nunca mais brincar conosco.” (Isaque de Borba Corrêa - Pirão com milongas - inédito)
BAITACA. 1- (subst.) (c.l.c.)Ave da família dos psitacídeos, também
conhecido como tiriva.
2- (adjt.). (l.planalt.) Pessoa que fala muito, tagarela. (Dic. de Reg do RS)
3- (adjt.). Femenino de baitaco. Espécie de aumentativo de baita.
BAITACO. 1- (c.l.c.) Masculino de baitaca.
BAITOLA. (gíria) Apelido com que os alunos do Colégio Agrícola de Camboriú, denominam os internos oriundos do interior do Estado. (Informação de Junancir da Silva- BC)
BAITONA. Aumentativo de baita.
BAIÚCA. Pequeno casebre de madeira, como por exemplo, aqueles que se faz nos fundos de uma construção para guardar material. Edícula. Pequena casa de comércio. Venda. “A pequenina ‘baiuca’ para guardar material de construção” (Luizilla Estivallet Pacheco Sfoggia - Apaixonei-me por Bombinhas p. 43) A empresa {...}, de Itajaí, teria vendido guloseimas para serem comercializadas na baiúca da escola. (JC –Diarinho 29/06/06)
BAJA. (c.l.c.)Vagem.
BALAIA. (c.l.c.)Cesto de forma mais rasa que o balaio. Feminino de balaio.
BALANGO. (c.l.c.)Espécie de berço, com os pés em forma de cadeira de vovô, para balançar o neném. “Balango, balango, balanguinho... / Não qué dormi mãe....” (Canção de ninar). (Inf. de Manoel de Borba Corrêa -BC )
BALAOSTRA. (c.l.c.)Variante de balaústre no litoral catarinense.
BALDA. Rotacismo de barda. Costume.
BALDOSA. (Lt. sul) Que tem balda. Costumes. Usado no termo rês-boldosa, variante de bordosa, ou seja, que tem barda: rês-bordosa, culminada na elisão: rebordosa. Q.v. Rês-boldosa.
BALELA. (lé). Conversa mole, bafafá.
BALOFO. Bafú, inchado da farinha ou da cachaça. “...{os bebês} Eram balofos. Tinham a cor azulada do mingau com farinha peneirada.” (José Ângelo Rebelo - E Assim se fez em Camboriú. p 200)
BALULA. Termo usado em São Francisco do Sul para designar o mascarado do boi-de-mamão. Abrange no sentido figurado, o “mascarado”. (Silveira Júnior, BCCF nº 07 p 30)
BANGALÔ. Nome que designa um formato de construção de casa disposto em quatro águas.
BANGUÉ. Maca, tipóia.(Gloss. de Vida Salobra)
BANZÉ. Banzeiro.
BANZEIRO. Bagunça, reviria, estrafego, confusão, baderna. “Um banzeiro se formou na madrugada de quinta.” (Diarinho nº 6728 )
BAQUE. Queda, caída, susto. Ex.: “Depois que levou aquele baque, nunca mais se encaminhou na vida.”
BAQUEADA. Série de baques.
BARAÇO. Ramo de algumas plantações: aboboreira, batateira, catuteira. Na Ilha Terceira dos Açores, é o ramo da videira. (Revista do Instituto Histórico dos Açores)
BARAFUNDA. Marafunda. “A verdadeira barafunda a respeito dos nomes.” (O. Furlan - Brava e Buena Gente p 75)
BARAFUNDAR. Fazer barafunda, marafundar.
BARANDÃO. Funda de Davi. Com duas tiras e pelica a ser movimentada com a mão. (Osvaldo Cabral Op cit)
BARBADA. 1- (subst.) Grande oportunidade.
2- (adjt.). Coisa muito barata, preço módico, preço de banana ou preço de galinha morta.
BARBAQUÁ. Q.v. Carijó.
BARBELA. 1- Babela.
2- Beiçola, rebarba, aba.
BARBICACHO. Cordão que amarra o chapéu do gaúcho. Jugular.
BARCADA. Solavanco devido à depressão da estrada. Termo registrado na cidade de Laguna.
BARDA. Rotacismo de Balda. Costume, cacuete, mania.
BARDANA. Apara-barro que se coloca nos pára-lamas de bicicletas e caminhões. Bandana, badana.
BARDENTO. Animal que tem barda, bardoso, niquento.
BARDOSO. Que tem barda, bardento, mal-acostumado. (Dicionário de Regionalismos da Ilha)
BAREJA. Larva da mosca barejeira. Vareja.
BAREJÃO. Vara que serve para impulsionar lanchas e balsas. Var. Barijão, varijão.
BAREJAR. Atirar longe, pinchar. Var. Varejar, barijar.
BARELA. (Ital.) Carrinho de mão feito de madeira. Verbete resgatado em Luís Alves.
BARGEDO. Vargedo ou várzea.
BARRASCO. Gorducho. Diz-se no centro do litoral ao porco gordo, grande e bonito.
“..pois ele um homem daquele tamanho, um barrasco daquele, não admitia ser descoberto”. (Isaque Borba Corrêa -Colóquio -inédito)
BARRELA. 1- (subst.) “Água de barrela”. Denominação de uma antiga formulação para lavar roupas. Era um composto contendo cinza, folha de mamão e folhas de mata-pasto. As cinzas serviam para clarear, as folhas do mamão para amaciar e as folhas do mata-pasto serviam como detergente.
2- Adjt. (c.l.c.)Café ralo.
3- Nos Açores se chama o neto da lavadeira. (Rev. Inst. Hist. dos Açores)
BARRELOTE. Tipo de pandorga com os cantos dobrados em forma de um hexaedro. Termo registrado em Florianópolis.
BARROCA. (ó). Gruta, peral, para habitantes da região de Itaiópolis. (Inf. de Olindo da Silva - Camboriú)
BARROSA. 1- Pelagem de vaca, cor-de-barro.
2- Sinônimo de vaca.
3- Giria (c.l.c.) Linguagem metafórica para designar as prefeituras, porque nela os políticos “mamam”. “O fulano é candidato, porque tá doido para botar a mão na barrosa.”
BARROSO. Pelagem de boi cor de barro.
BARRUDINHO. Filhos pequenos. Em alguns lugares dizem barrigudinhos. O mesmo que parrudinho. “Os barrudinhos cresciam atempados, empalamados, intanguido, amarelos e balofos.” (Isaque de Borba Corrêa – Colóquio- inédito)
BARRUDO. O mesmo que parrudo, gordo, forte.
BASTO. (c.l.c.)Mais usual para designar o feijão com bastante bago. Denso, grosso, cheio, abastado, copioso.
BÁTIS. Autêntico aloleto francisquense. Clápis, clapa. Sugere o som onomatopéico da tampa do alçapão quando fecha. Termo registrado na cidade de São Francisco do Sul. (Informação de Dauro Stazack)
BATUBA. Aférese de Ubatuba. Nome de uma ponta na Praia da Pinheira.
BATUÍRA. Parelipse de batuírra. Anão
BATUÍRRA. 1- (c.l.c.) Anão ou baixinho e gordo. Termo registrado em Curitibanos.
(Euclides Felipe, in Termos Regionais de Curitibanos, BCCF)
2- Nome de um pássaro no Rio Grande do Sul. (Dic de Reg do RS)
BEÇA. (bé). Usada na locução à beça, às pamparras, à miguéli, à vontade, bastante.
BECO. (bé). (c.l.c.) Bezerro.
BEDELHO. Usado na expressão “meter o bedelho” que pode significar: meter o nariz, os gadanhos ou as gadanhas. “Pra justificar ter metido o bedelho onde não foi chamado, Dado diz que já que não ganhou a eleição foi colocado como bizolhudo.” DIARINHO – Geral – 18 de março de 2009.
BEIÇORRA. Beiçola, beiço, lábios. “Rabo-de-tatu, torcido na beiçorra.” (Tito Carvalho - Op cit p 62 )
BELELÉU. Inferno, morte. “Ou vai pro céu ou pro beleléu”, ditado popular.
BELOTA. (ló). Pelota.
BEM. Forma carinhosa do marido tratar a esposa. Nega. “Põe ele pra trabalhar na firma, benhê!” (JR Gretz - É óbvio, p 43)
BEQUE. Continuação da quilha da canoa, que ultrapassa a parte superior da proa, onde forma a parte mais extrema da frente da canoa.
BERGAMOTA. Bergamote.
BERGAMOTE. Tangerina, laranja cravo ou laranja crava. Var. vergamota
BERIDO. Modo de dizer “beirada” na cidade de Imaruí. Como sabemos, a cidade de Imaruí foi construída às margens de uma enorme lagoa no sul do Estado de Santa Catarina. Lá é comum as pessoas dizerem que estão pescando no berido da lagoa. (Inf. do senhor Jairo Cardoso - Imaruí - SC)
BERIMBAU. Q.V Merimbau.
BERNUNÇA. Síncope de bernúncia. Figura fantástica do folclore boi-de-mamão catarinense, a qual representa o bicho-papão, antropofágico. Figura como animal quadrúpede, de longas mandíbulas dentadas. É manobrado a partir de dentro por duas pessoas. Osvaldo Furlan assevera ser um autêntico açorianismo. (Osvaldo Furlan, Influência Açoriana no Português do Brasil)
BEROLA. Síncope de beirola. Beirada, beiço, rebarba.
BEROLO. Biruta, tolo.
BETA. Observar. (tirar uma beta). (Gloss. de Vida Salobra)
BIACU. (c.l.c.)Metaplasmo de supressão com síncope de baiacu. Espécies de peixes teleósteos, plectógnatos, têm corpo revestido de espinhos ósseos. Podem inflar a barriga quando fora da água. (def. A. E. XXI.)
BIBICA. Metaplasmo de adição de prótese de bica. Teta, mamica.
BIBICO. Boné de milico. Socioleto de soldado do Exército Brasileiro do litoral catarinense. Em outras regiões se diz quepe. (Novo Dicionário da Ilha)
BIBICUDA. Mulher que tem as bibicas grandes. Mamicuda, mojuda.
BIBIGÃO. (c.l.c.)Var. de berbigão. Molusco bivalve, da família dos cardídeos (Amonalocardia brasiliana Gmel.). (def. A. E. XXI)
BIBILOQUÊ. (C.l.c.)Var. de bilboquê. Brinquedo que consiste numa bola de madeira com um furo, amarrada por um cordel a um bastonete pontudo, no qual deve-a encaixar, quando impulsionada. (def. de A. E. XXI) Var. bibloquê.
BICA. Aferético de bibica. Teta, mamica.
BICANCA. Bater com o bico do pé na bola. Var. bicorra, bicuda.
BICHARÁ. Capa de lã trançada. (Silveira Júnior - Termos Regionais, BCCF.)
BICOCO. O mesmo que picoco em Tijucas.
BICORRA. Gíria futebolística que significa chutar com o bico do pé. Bicuda.
BICUÍBA. Árvore das matas catarinense (Virola oleífera).
BIGORRILHO. Rapaz pequeno, criança.
BIGUAÇU. 1- Árvore das matas catarinenses (Talauma ovata).
2- Nome de uma cidade do litoral catarinense que, traduzindo, pode significar grande biguá. Biguá-açu.
BIJAJICA. Guloseima muito comum na região de Imbituba e cidade de Paulo Lopes, sul da Grande Florianópolis. Trata-se de um bolo feito de massa de aimpim.
BILECO. Var. de pileco em Tijucas. Pênis de menino.
BILHA. Moringa, vasilha de barro para colocar água. (Novo Dicionário da Ilha)
BILORO. Paragogia de bolor, com câmbio da vogal /O/ inicial, para /I/. Var. Boloro.
BILU (lú). Bilu-bilu
BILU-BILU. (lú). Ecolalia infantil, para engabelar crianças pequenas. Geralmente se diz isto com o dedo indicador movimentando os lábios.
BIMBA. Var de Bomba no norte catarinense. Chute firme e forte no futebol. Registrado na cidade de Joinvile.
BINA. Aferético de combina.
BINGUNÇO. 1-Tina. Dorna para o transporte de uvas da videira ao amasse. Termo do
planalto catarinense. “Não tiro os bingunços para o transporte.” (Crônicas do
Oeste p 102)
2- Var de pingunço. Bêbado
BIOMBO. Biongo.
BIONGO. Casebre, rancho.
BIRIÇOLI. (çó). Paragogia de Biriçol. Erva bulbosa da família das iridáceas (Trimezia Juncifolia) donde se extraía um purgante denominado de “purgante de biriçol ou birissol”. Biririçol, miririçol.
Em algumas regiões se diz biriçô ou biririçô. Aurélio registra baririçô
BIRORÓ. Guloseima da região de Imbituba, Paulo Lopes, sul da Grande Florianópolis. Trata-se um bolinho feito de batata.
BIRRA. 1- (subst.) Travessa que os carpinteiros colocam na armação das casas.
2- Amuação de rapaz pequeno, emburração, embucicação. Diz-se da criança tinhosa, que tem tinhanha, imunação.
BIRRENTO. Aquele que faz birra. “Uma velhota, avó de uma criança birrenta e malcriada.” (Á. de Carvalho Op cit p 91)
BIRRO. 1- (chulo) Pênis.
2- (c.l.c.)Sarrafo transversal, que substitui a mão-francesa nos telhados das casas.
BIRUTA. Lelé da cuca, tantã, berolo.
BISCA. 1- Guria: mulher leviana. (Novo Dicionário da Ilha)
2- Espécie de jogo de cartas no Oeste catarinense. “Num canto da sala dois homens jogavam bisca.” (Crônicas do Oeste p. 60)
BISCO. Aferético de cabisco.
BISCUIM. Bibelô. Qualquer enfeite de porcelana.
BISONHO. Retardado, tanso, bobo. Registramos no planalto norte catarinense com estes sinônimos. Noutra região, na cidade de Ponte Serrada registramos tabacudo. (Inf. de Viviane Yung- Irineópolis-)
BISPAR. (c.l.c.)Olhar, prestar atenção, observar. Bizolhar.
BISPOTE. Nome que os antigos davam ao penico.
BISUGO. Pequeno peixe conhecido em bombinhas. “.. . tendo na boca alguma manjuba ou um bisugo.” (Luizilla Op cit p 59)
BITATÁ. (do guarani) Mboi = cobra + tatá = fogo: Boi-tatá. (Fogo fátuo) Figura do folclore brasileiro e catarinense que quer dizer: cobra de fogo.
BITE-BITE. Xete-xete.
BITELO. Gíria para para o adjetivo grande. O mesmo que baita, lefa.
BITRUCA. (germ.) Gole de cachaça, aperitivo, trago, traguinho. Registrado nas cidades de Influência do idioma alemão. Segundo Custódio de Campos, tem origem na palavra “bitruken”. (Custódio de Campos -Álbum do Centenário de Brusque.)
Paulo Leminski, estudando a linguagem curitibana diz: “Onde dá para bitrucar em paz (o verbo é um curitibanismo de origem alemã, de ‘betrunken’, particípio passado do verbo ‘trinken’, beber.)” (Paulo Leminsk - Revista Leite Quente, nº 01, março de 1989 p 07)
BITRUCAR. Tomar uma pinga, um gole, um aperitivo. No norte catarinense se diz schinaps.
BITUVA. (do guarani) Mboi = cobra + tuva = abundância. Localidade da cidade de Mafra.
BIURÁ. Capiá, baga-de-rosário, Lágrimas-de-Nossa-Senhora. Planta cuja florescência em forma de espiga, produz uma semente dura, firme; nas cores branca e cinzenta e que são muito usadas em artesanatos de um modo geral, rosário, e principalmente, para compor o chocalho: instrumento musical.
BIZATA. Nome com que os ítalo-catarinenses do oeste denominam a enguia. Peixe semelhante a uma cobra. Designação comum às várias espécies de peixes ápodes, serpentiformes, na maior parte marinhos. [Sin. bras. moréia. (def. A.E.XXI)]. Também conhecido por muçum. (Crônicas do Oeste p 30)
BIZOLHAR. (c.l.c.) Olhar, bispar.
BIZOLHUDO. Olhudo, zolhudo, aquele que olha. “Dado diz que já que não ganhou a eleição foi colocado como bizolhudo.” DIARINHO – Geral- 18 de abril de 2009.
BIZORRO. (c.l.c.)Modo como os centro-litorâneos chamam o bezouro. Libélula.
BLABLABLÁ. BLÁ-BLÁ-BLÁ. Falatório. “Teve muito blábláblá e até troca de acusações sobre a quem caberia a responsabilidade pelo aumento e a falta de controle da violência e insegurança que assolamm Balneário nos últimos dias” (DIARINHO – JC – 29 de abril de 2009)
BOBAGI. (c.l.c.)Apócope de Bobagem. Foneticamente, por gamacismo, se ouve dizer, bobaz. Bobiça.
BOBAISADA. (c.l.c.)Montoeira de bobagem, muita bobaz.
BOBAIZERA. (c.l.c.)Bobajada, bobageira.
BOBAJADA. (c.l.c.)O mesmo que bobaisada. Bobagem.
BOBANDO. No centro do litoral catarinense, estar bobando, tem o sentido de estar sem fazer nada, vagabundeando. “Tu qués é ficá ai bobando sem fazê nada, né seu malandro.” (Isaque Borba Corrêa-Colóquio-inédito)
BOBAR. Metaplasmo de supressão com síncope de bobear ou aférese de abobar. Fazer-se de bobo, ficar bobo. Estar bobando, sem fazer nada.” Tudo isto mostra que o nobre cavaleiro lusitano não veio para o Reino de Castela para bobar, o homem estava a fim de conquistas...” (Isaque Borba Corrêa-O Espatário de Santiago- inédito)
BOBAZ. (bobaj) Apócope de bobagi com gamacismo, ou seja, dificuldade de pronunciar a consoante fricativa palatal /G/, variando para o som chiado, (pronúncia de gelo) neste caso representado pela letra /Z/.
BOBERA. Síncope de bobeira. Trejeito de bobo. “Deu uma bobeira nele e caiu na esparrela” (Isaque de Borba Corrêa - Pirão com Milongas - inédito)
BOBIÇA. Deformação (paragrama) de bobice. Besteira, palhaçada, asneira, coisa de bobo. “...e que foi lá que o empresário teria dito aquela baita ‘bobiça’, que fez com que os russos ficassem puteados.” (Coluna do JC – Diarinho 26 de outubro de 2006.)
BOBO. Adjet. Tolo, tanso.
BOCA. (bó). Pequena cova que os jogadores de quilica fazem no chão para fazer o jogo da boca. Em alguns lugares do oeste e meio-oeste catarinense, chama-se búlico. Na cidade de Luís Alves temos a informação de que lá se diz “buque”. (Inf. o jornalista Luisalvense Luís Carlos Tigrão - BC)
BOCADA.1- Boca do forno de olarias.
2- Cada uma das carradas de lenha que são colocadas no forno das olarias em
Camboriú.
BOCADINHO. Bucadinho, mucadinho, cadinho.
BOCADO. Bucado. Porção.
BOCAINA. 1- Cidade da serra catarinense: Bocaina do Sul.
2-Depressão numa serra. Vale ou canhada entre duas elevações do terreno. (def. A.E.XXI)
BOCÓ. Sujeito mocorongo, jacu, jeca, bocomoco, tanso, mané coco. “Não sou bocó prá martelar sono.” (Maikon Tenfen, - Entre a brisa e a madrugada p 58)
“Para que de um lado exista um esperto, no outro dever haver um bocó.” (Rádio Peão p164)
BOCOMOCO. Bocó, tajabicu, mané-coco.
BODEGA. Pequeno comércio, botica.
BOIADA. Estar com o boi, estar menstruada, assistida.
BOIÃO. Pote de barro para colocar água.
BOIBA. Bouba. Doença infecciosa que costuma dar em redor dos olhos dos pintos, causada pelo Treponema pertenue. “Uma porcaria duma galinha cheia de boiba, cheia de vilida.” (Isaque de Borba Corrêa - Pirão com Milongas - inédito)
BOI-DE-BOTAS. Apelido do lageano. (D. Soares - Linguagem de município serrano p 14)
BOITUBA. (do guarani) Mboi = cobra + tuba = Abundância de cobra. Topônimo joinvilense.
BOJO. O corpo da canoa.
BOLANDEIRA. Roda engrenada que toca todo o mecanismo do engenho, onde o boi fica atrelado. O estudioso Nereu do Valle Pereira traz forma “entrosga” . “Enqunto limpava os cochos e a bolandeira, Teodoro cangava os bois’ (Anna Fuchs Op cit p 19)
BOLEADO. Côncavo, que tem forma arredondada, abaulado. (Nelson Antunes- Camboriú)
BOLEFO. Tapa, bofetada, tabefe. Bulefe.
BOLÉU. Bofetada, bolachada, ajojada, tabefe.
BOLICHO. Armazém de campanha. Termo mais usual no oeste catarinense. “Foi direto para o bolicho do...” (Crônicas do Oeste p 148)
BOLIEIRO. Paremptose de boleeiro. Motorista de charrete ou de carroça.
BOLINETE. Pau roliço usado como alavanca do fuso da prensa nos engenhos de farinha.
BOLORO. Variante de bolor.
BOMBEAR. Espiar, espionar. Ficar bombeando alguém, é ficar espionando, atalaiando, espionar alguém à distância. (Maria Tereza Scarpetta- Campos Novos). Jefersom de Paula confirma este termo no artigo “Termos e Expressões regionais”. (BCCF nº 13, p 18-19).
BONÉU. Paragogia de boné. Quepe. “Júnior não é mais diretor do Flamengo. Ele explicará as razões que o levaram a pedir o bonéu nos próximos dias.” (Diarinho 6799 p 20)
BONITO-LINDO. Nome que se dá ao pássaro chamado gaturamo, no norte de Santa Catarina, em especial Joinville e São Francisco do Sul.
BORCO. De bruços, barriga para baixo. “Botem ele de borco.” (Othon Gama d’Eça- Vindita Braba p 45)
BORDALESA. (Ital) Na cidade de Luís Alves, se diz de um barril grande.
BORDEJAR. Passear. Curricar. O botânico francês August de Saint-Hilaire registrou este termo na cidade de Florianópolis em 1820. (Op. cit., p 187).
BORDEJO. Passeio.
BORDOADA. Boléu, bofetada, chapulentada.
BORNAL. Linguagem planaltina para um tipo de balaio ou saco de pano, que se dependura no focinho do animal para que possa comer. (Francisco Filipak , Vocabulário do vale do Iguaçu p 187)
BOROGODÓ. (dó) Gíria para dinheiro. Não raro se ouve a pronúncia esdrúxula: borógod(ó) e até bisesdrúxula com todos os /OS/ abertos: bó(rógódó).
BORÓ. Apócope de borogodó. Geralmente pronunciada no plural: borós.
BORÓS. Vale de compra que no passado substituía a moeda. Por isso ainda hoje é gíria para dinheiro. “... em troca de uns boros depois convertidos” (Idem Fernando Tokarski , p 14)
BORREGA. (L. planalt.) Ovelha de um ano de idade.
BORREGO. Cordeiro de um ano de idade.
BOTUCA. 1- Butuca. Ficar de olho. “A muié ficou de butuca e telefonou pra puliça militar”
(DIARINHO – Polícia – 27 de maio de 2009)
2- Var. mutuca. (do –guarani= mberu tuka) Espécie de mosca que ferroa.
BOTUVERÁ. Nome de uma cidade catarinense emancipada de Brusque em 1962.
BRAGADO. Animal de pêlo escuro e manchas brancas. (Dicionário de Regionalismos da Ilha)
Aurélio registra que são animais com a cor das pernas diferente do corpo.
BRANCAL. O branco da madeira. Parte externa da tora, que ainda está branca, não se tornou cerne, está mole. (Inf. de Pedro Francês - BC)
BRASIDO. Braseiro.
BRASINO. Gado de pelo vermelho, cor de brasa, com manchas pretas.
BREBE. (bré) Forma de pronunciar a palavra breve. Escapulário contendo uma oração pequena e poderosa. Brebe Divino.
BRECAR. Freiar.
BREGANHA. (C.l.c) Ato de breganhar, negociar. Provavelmente una variação de barganha.
BREGANHAR. Negociar, cambiar, fazer negócio. (Inf. de Antonio Dionísio Bento - Palhoça)
BREGUE. Idiotismo comum nas cidades de influência cultural italiana, que quer dizer calça. (Inf. de Agenor de Castilho - Rio dos Cedros)
Andar desbraguelado pode ter origem neste termo.
BREGUESSO. (c.l.c.)Comida, jabá. (Inf. de Arnaldo Borba Corrêa - BC).
Fernando Tokarski apresenta uma forma mais elaborada: “Sujeito guapo não campeia breguécios atipados.” (Idem Fernando Tokarski, p. 15)
BREQUE. (angl.) (do inglês break= freio).Freio da carroça.
BRETE. 1- nome genérico para designar lugar ou coisas estreitos, corredores. Nome do compartimento onde são presas as reses, para serem marcadas.
Lothieu Angeli no livro “Velho Balseiro” fala de um “brete” no rio .“Só tem uma solução: é vir remansiando e passar pelo brete da ilha.” (p. 88) . No Glossário do livro ele traduz como canal estreito entre a ilha e a terra firme.
BREVE. Prévio. Aviso breve. Possivelmente acontece aí o fenômeno da paranomásia ou antanaclase que é o uso de uma palavra de difícil pronúncia (para o falante vulgar, evidentemente) por uma parecida de fácil pronúncia: aviso prévio por aviso breve. O falante vulgar faz conotação de que, quem está no aviso prévio, está prestes a sair, ou seja, breve sairá.
BRIGUJELO. (jé). Qualquer objeto sem qualificação, bugiganga. (Inf. do Deputado vanio de Oliveira - Criciúma).
BRILIN. Cordão de traçado fino e de cor marrom usado na corda do bodoque. Silveira Júnior acredita ser o nome da própria fábrica que o fabricava. (S. Júnior - Termos Regionais, p 31)
BRISCOLA. (Ital.) Jogo de origem italiana. Denominação italiana para bisca. Comum em todas as cidades de cultura ítalo-brasileiras. Registrado na cidade de Rodeio. (Andrieta Lenard - Fidelidade lingüística de Rodeio, p 105) Q.v. Bisca.
BROCADERA. Variante de Brocadeira. Socioleto de broqueiro que dá nome às quatros brocas que eles usam para furar a mina, quais sejam: ponteiro fino, ponteiro grosso; recravador fino e recravador grosso.
BROCHA. 1- (adjt.). Diz-se do homem impotente.
2- (subst.) Trincha de pintar parede.
3- (subst.) Pedaço de corda ou tira de couro que passa por baixo do pescoço do boi, para amarrar a ponta dos canzilos.
BRODO. (Ital.) Caldo de feijão na cidade de Luís Alves. (Inf. de L.C. Tigrão). “ – Olha, eu não quero galo para fazer brodo- brincou o Colaço.” (Rádio Peão p 57)
BRONHA. Punheta, masturbação.” Marmanjos de plantão que não dispensam uma boa bronha acompanhada de uma revista de mulé(sic) pelada estiveram ontem à noite na revistaria Panorama, no shopis(sic) Beira Mar, em Floripa.” Diarinho 21 de abril de 2006.
BROQUEIRO. Pessoa que trabalha na pedreiras de granito na manufaturação das pedras de paralelepípedo.
BRUCULHAR. Cair de ponta cabeça, mergulhar sem querer. Pode-se ouvir a variação metatética de burculhar.
BRUSTOLADA. (ital.) Determinada iguaria que também pode ser conhecida como “rostida”. (Andrieta Lenard - Op cit p 105)
Massa de trigo, fritada em óleo fervente, chamado popularmente de “cueca-virada”. (anotações revisionais nos originais por Osvaldo Furlan)
BUCADINHO. Diminutivo de bucado.
BUCADO. Deformação de bocado. Um pouco.
BUÇAL Aferético de buçalete. Informação do Governador Esperidião Amim.
BUÇALETE. 1-(diminutivo ou paragogia de bucal) Cabresto. Termo registrado na cidade de São Joaquim.
2- Nome que se dáà parte correspondete à cara da tainha.
BUCETA. (chulo) Vulva. Var. boceta
BUCHERO. (c.l.c.) Provável variante de bucheiro. Anzol de grande dimensão, usado para pescar mangona. Preso a um cabo de pau, serve para içar peixes pesados para dentro da canoa. (Inf. de Almerindo Caldeira -BC)
BUCICA. 1- Cadela vira-lata, equivalente à fêmea de jaguara.
2- Mulher vulgar, prostituta, sem-vergonha.
3- Taiá-bucica. (Q.v.).
BUCK. (BUQUE). (bú). Q.v. Bóca, búlico, imbo, imba. Expressão da cidade de Luís Alves. (Inf. L. C. Tigrão)
BUERA. Provavelmente uma síncope de bueira. Orifício no fundo da canoa, para retirar a água acumulada em seu interior.
BUERO. Síncope de Boeiro com a variação da vogal /O/. Tubulação para águas pluviais.
BUFAR. 1- Reclamar, renar, retrucar. “Fica quieto e não bufa.” (Expressão popular)
2- Suspiro alto e profundo de pessoas ou animais quando estão exaltados. “Bufando como boi na vara.” (Othon G. d’Eça Op cit p 48)
BUGIGANGA. Coisa sem valor, objeto sem qualificação.
BUITE. (büi-) (c.l.c.) Epêntese de búti.
BUITINHO. (c.l.c.) Diminutivo de buite. Búti
BUJADA. (c.l.c.) Espécie de marreta estriada que serve para lapidar o meio-fio.
BUJAR. (c.l.c.) Linguagem de cantaria para designar a lapidação grotesca da pedra.
BULHA. Linguagem oestina para barulho, ruído. “Se ouvir uma bulha, pulo pro mato.” (Crônicas do Oeste p 120)
BULHUFAS. Bulufas, patavina, coisa nenhuma. P.ex. “Não entendi bulhufas nenhuma.”
“... um marinheiro recém-chegado no porto e sem entender bulhufas, batia à porta.” (Rádio Peão p 53)
BULICA. Bolinha de gude para alguns oestinos; peca, para os francisquenses; quilica, para os litorâneos do centro do litoral. Em alguns lugares pode se ouvir na forma proparoxítona: búlica.
BÚLICO. Variação de bulico. Em alguns lugares, em especial oeste e meio-oeste catarinense, o búlico (forma proparoxítona) refere-se à boca ou seja, o buraco onde se joga.
BULICO. Nome que se dá à bolinha de vidro. O mesmo que búrico. (Inf. M. T. Scarpetta)
BULUFAS. Coisa nehuma – patavina.
BUNGÁ. Espécie de samburá, em forma de um catuto, i.é: bojudo em baixo, estreitado em cima, formando um gargalo e com uma tampa. Muito usado no sul do Estado. Registrado na localidade de Ibiraquera na cidade de Imbituba.
BUPEVA. Afluente do Rio Cachoeira em Joinville.
BURCÃO. Nuvens carregadas, escuras. (E. Felipe - Termos reg. de Curitibanos)
BÚRICO. Bolinha de vidro. Peca, quilica, bolinha de gude. O mesmo que búlico. (idem Scarpeta)
BURONHA. (l.planalt.) Modo do povo de Itaiópolis e região denominarem a mosca varejeira. (Inf. de Olinto Silva - Itaiópolis)
BURRINCHÓ. Burro + enchó. Dicionários gauchistas trazem a origem “burro-choro”. Mas é provável que sua etimologia provenha de um platinismo “burro-hechor” que quer dizer burro que faz, burro feitor.
BUTANTAN. Expressão que, segundo Silveira Júnior, é usada em Itajaí e Lages para designar o lugar onde as mulheres fuxiqueiras se reúnem para fuxicar. (Idem Silveira Jr - Termos reg p 30)
BÚTI. (c.l.c.)É como se chamam os porcos no litoral catarinense. Cure, buite.
BUTIÁ. Fruto do butiazeiro. Veja o que disse M. Andrade em Macunaíma XIV. p. 204: “Comprou duas garrafas de butiá catarinense, uma dúzia de sanduíches, dois abacaxis e se amoitou no quartinho.” (Apud Antônio Geraldo da Cunha - Dicionário hist. de origem Tupi, p 30)
BUTIATUBA. (guar.) Topônimo lagunense. Literalmente quer dizer lugar onde há bastante butiá.
BUTIAZEIRO. Espécie de palmeira cujos frutos são aproveitados para fazer licor.
BUTUCA. (do guarani) mberu = mosca + tuca = que perfura, botuca. Também chamada de mutuca. Mosca que pica, que perfura.
BUXIXO. Falatório, fuxico. “Nova manifestação reforça o buxixo da sacanagem.” (Diarinho 6737 p 6)
BUZANFA. Bunda, poupança, região glútea.
BUZÃO. Cupim do mar. Espécie de búzio que destrói as madeiras submersas. Craca, buzo.
BUZELA.(zé) Nome que se dá à lingüeta no sul do estado.
BUZO. Designação comum às conchas de moluscos gastrópodes. Caramujo do mar. Síncope de búzio.

2 comentários:

Rebelo disse...

É isso aí Isaque. Tem istepor que só anda inredor prá tirar casquinha dos outros. Temos que acabar com estes pingueli d'azia.

Abraços

Rebelo

Anônimo disse...

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